segunda-feira, 25 de maio de 2009

Pensar Portugal

Apesar de os tempos serem propícios ao julgamento fácil e ao populismo, vale a pena ouvir quem pensa Portugal verdadeiramente. Para lá do politicamente correcto ou sequer do politicamente, António Barreto mostra que ainda há quem tente cá pelo rectângulo. No podcast da Antena 1.

sábado, 23 de maio de 2009

Xixi no banho

- Fazes xixi no banho? Não!?

Então, tá na hora de trocares o urinol/sanita pelo xixizinho no banho. Fica sabendo que somos já 75%.

Mas, será por isso que tenho andado mais pálido e mal cheiroso nos últimos dias?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ser do contra

Dificilmente somos aquilo que desejamos. No entanto, eu sou o caso oposto. Sou tudo aquilo que não gostaria de ser. Gostava de ser de esquerda, de ser católico, de ser economista, de ser pausado, de ser assertivo, de ser rebelde, de ser odiado. No fundo, no fundo, sou um sacana de direita, ateu, que qualquer dia é engenheiro, que de cada vez que fala usa três vezes mais palavras do que as necessárias e que se caga de medo de sair da linha e que, no fundo no fundo, gosta mesmo é que gostem dele. Tenho que perder esta mania de ser do contra.

Notícias tristes















notícias que preferiríamos nunca saber. Fica o legado, pelo qual Portugal lhe deve muito.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O meu Pai

Escrevo há quatro anos em blogues. Nunca escrevi sobre o meu Pai. Escrevi sempre para ele. Porque se escrevo, leio, critico, a ele o devo. Quando um dia lhe pedi uma televisão para o quarto, ele ofereceu-me uma colecção de livros do Pequenu. Numa caixa frágil de cartão, vinham todos aqueles livros, que, ainda novos, já pareciam bafientos. Com estórias simples, de aventuras, aqueles livros mudaram-me a vida. E eu nem sequer fazia ideia disso. Era o meu pai a mostrar-me o caminho, para ser diferente, para aprender que o mundo também tinha estórias bonitas, de final feliz. Que a vida seria sempre feita de riscos, que perante os problemas devemos ser persistentes e criativos. Que o trabalho dá sentido à vida.
Hoje sou diferente dele. Sou um liberal e ele é conservador. Sou citadino e ele é do campo. Gosto de cinema e ele de agricultura. Lutei sempre para lhe agradar, para ser como ele, mas agora percebo que já lhe agrado. Não me limito a ver as coisas como elas parecem. Informo-me, questiono, e a partir daí entendo. Tudo porque um dia ele me trocou uma televisão por um livro. Obrigado Pai. Mesmo que não te orgulhes muito muito do teu filho, podes sempre saber que ele se orgulha muito de ti.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Injustiças

Os bons livros não se deviam pagar. Da mesma forma que não se pagam os bons amigos, as boas músicas, as boas varandas. Os pequenos prazeres deviam ser nacionalizados. Converti-me ao socialismo do pequeno prazer. Deixemos os grandes para o capital.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O equilíbrio

Uma das poucas coisas que aprendi no único livro de auto-ajuda que li é que não há uma maneira boa de dar más notícias. Assim sendo aqui vai: isto está fodido! A verdade é que se as coisas estão más, a perspectiva está horrível. Parece-me que já não se está bem em Portugal, nem na Europa, nem em canto nenhum da esfera. Um gajo antes ainda dizia que emigrava, que a vida ia ser boa p'ra caraças no estrangeiro, que ia ganhar uns trocos à custa dos alemães ou dos franceses. Mas agora até isso parece longínquo. Vamos ter de nos habituar a uma vida mais pobre. É isso, dói dizer, mas é isso. No fundo ninguém acreditava que se a China, Índia e outros que tais produziam mais e melhor que nós, Europa e EUA, iam continuar a querer ser pobres. Mudou o equilíbrio, ou talvez, agora sim vamos ter equilíbrio.Pena por cá nem termos cheirado o prato mais pesado da balança.

Palavras para quê?


Não só a melhor voz do fado. Também a mais bela fadista.

domingo, 3 de maio de 2009

Queimas

É amanhã dia 1 de Agosto. É hoje. Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. Foi ontem. Nada como um cortejo para equilibrar. Today is the greatest day. É hoje. Bom dia.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Masculinismo

Bem, serve esta posta para começar um novo movimento. O Masculinismo. Não confundir com machismo. O Masculinismo é uma espécie de machismo feminista. Passo a explicar. O Masculinismo não será mais do que a defesa da não objectificação do homem e da sua não exclusão enquanto ser pensante. E escolho desde já o meu primeiro adversário. O messenger 9.0. Pois, ao passar a definir a luz verdinha como, e passo a citar, "Disponível", vulgariza-nos e apresenta-nos enquanto tal. A minha pergunta é a seguinte, quem é o responsável pelo fim do simples mas inofensivo "Online"?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fim de mercado

Plantel fechado. A não ser que haja uma grande oportunidade de mercado, qual Messi em saldos, o blogue terminou por aqui a fase de aquisições. Neste momento já podem dizer que isto é um blogue mais de médicos do que de engenheiros, com a entrada do cpm e do mad. Dois verdadeiros beirões. Do primeiro não posso dizer mal, o que é uma pena. Família não se escolhe. Ainda bem, senão ainda me tinha enganado a escolher. O segundo já me é permitido criticar. Se ele não gostar, paciência. Paga mais um fino. Bem vindos. A vocês, mais que ninguém, devemos a verdadeira varanda.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A bomba

3,5%.

P.S.: Para se ter uma ideia, pior só em 1975.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Contratações

A época seguinte continua a ser bem preparada aqui na varanda. Posso anunciar a contratação do BM. Grande reforço aqui para a equipa, é o nosso primeiro representante do lobby médico, do qual continuamos a aguardar mais dois reforços. Norte alentejano de gema (não arraçado como eu), pisa varandas coimbrinhas desde 2004, ano da minha estreia também nas mesmas. Companheiro de luta, sê muito bem vindo à varanda.

Quem não se sente...

Quem me conhece sabe que não gosto do nosso primeiro. Cheguei a admirar-lhe um certo ímpeto reformista, talvez me tenha deixado levar pela propaganda. Perdi a mesma admiração quando percebi que não passava mesmo disso, propaganda. Quando entendi que o país era dirigido por um conjunto obscuro de assessores eleitorais, a quem nada interessa para além da estética do regime. Criar a imagem de um durão teimoso, tão querida por uma boa parte deste nosso Portugal. Criar aquela sensação de "nós ou o caos", queimando todo o debate.
Quem me conhece sabe que não sou fã inconfesso do que se escreve em Portugal, quer seja da literatura ou do jornalismo.
Mas quem me conhece sabe também que se há coisa que gosto é da crítica, da maldicência. Perdoem-me, mas acho que é um dos traços principais da nossa identidade. Percorra-se a nossa literatura e confirme-se. E por isso me faça tanta confusão que no meio de uma recessão, de um aumento exponencial do desemprego, da degradação das condições de vida, no fundo do empobrecimento do país, da europa e do mundo, o nosso primeiro se entretenha a processar jornalistas a torto e a direito. Sobretudo quando estão em causa opiniões, não invenções de factos. E estranho é perceber como os tão expeditos assessores não se apercebem que nada contribui mais para o clima de suspeição do que o reagir à maldicência e às críticas com queixas crime. É que se quem não se sente não é filho de boa gente, do que se sente o nosso primeiro? Da falta de cultura democrática?